Ministro japonês renuncia em caso Schwarzenegger
Tóquio, 08 (AE-REUTERS) - O ministro da Justiça do Japão, Shozaburo Nakamura, pediu demissão hoje (08) depois de pesadas críticas que vinha sofrendo devido a uma série de impropriedades que cometeu, incluindo permitir que o ator americano Arnold Schwarzenegger entrasse no país sem passaporte.
Como esperado, o primeiro-ministro Keizo Obuchi - que prontamente aceitou a renúncia - apontou o deputado Kozo Imoto, ex- funcionário do Ministério da Construção, para o lugar de Nakamura.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, Obuchi disse: "Não tenho escolha. É uma pena que a situação tenha chegado a este ponto".
O escândalo envolvendo Schwarzenegger foi o evento que finalmente acabou com a carreira de Nakamura. O ministro autorizou, em outubro do ano passado, a entrada do ator - que viajava em um avião particular - pelo aeroporto de Osaka, na região oeste do país. Posteriormente, Schwarzenegger disse que seu passaporte havia sido roubado pouco antes de ele deixar os Estados Unidos.
Nakamura vinha sendo criticado mais veementemente no Parlamento desde janeiro, quando queixou-se publicamente sobre a Constituição pacifista do pós-guerra e a política econômica americana. O suposto envolvimento em um escândalo de hotéis também contribuiu para a queda do ministro.
Fanático pelos filmes de Schwarzenegger, Nakamura negou que tenha se apossado de documentos do ministério do Interior e permitido que o ator entrasse no Japão, em outubro passado, sem passaporte. Ele alegou que um assessor simplesmente esqueceu de preencher os documentos no ministério.
Políticos de oposição, porém, acusam Nakamura de ter guardado o documento como souvenir.
Na sexta-feira, duas reuniões foram canceladas no Parlamento porque o principal partido de oposição, o Democrático, e duas agremiações menores ameaçaram boicotar a sessão caso o ministro não renunciasse. Os parlamentares também vinham discutindo a adoção de uma moção de censura.





