Ministro garante restrição a trânsito de animais
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 21 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse hoje, ao abrir o 1º Encontro Paranaense dos Conselhos de Sanidade, em Curitiba, que continuará cumprindo com rigor as normas de restrição de animais, visando não colocar em risco as condições sanitárias conseguidas pelos Estados do circuito Centro-Oeste. Em maio, a Organização Internacional de Epizootias deverá reconhecer o circuito como livre da febre afotsa.
"As fronteiras deverão permanecer fechadas até maio do ano que vem", garantiu o ministro. O Ministério da Agricultura tem sofrido pressões para flexibilizar as normas de trânsito de animais de Estados não incluídos no circuito. Até agora apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina tem reconhecimento internacional. Do circuito Centro-Oeste fazem parte São Paulo, Paraná, Distrito Federal, parte de Mato Grosso, de Goiás e de Minas Gerais.
O secretário nacional de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos Oliveira, disse que até agora o Ministério investiu cerca de R$ 1,5 bilhão no combate à febre aftosa. "Será muito difícil voltar atrás agora, com a flexibilização das normas de trânsito", afirmou. A intenção é erradicar a aftosa do País até 2005. "Até lá, os pecuaristas terão de se adaptar às regras que são estabelecidas pelo mercado internacional." Durante a abertura do encontro, Pratini de Moraes disse ser fundamental ter qualidade na produção agropecuária para conquistar novos mercados. "Precisamos deixar clara a nossa prioridade de intensificar a defesa agropecuária e a tecnologia", disse. O encontro dos conselhos é promovido pela Secretaria de Agricultura do Paraná em conjunto com o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária e o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária Paranaense.
No encontro, 150 conselhos debatem estratégias de atuação. Os conselhos reúnem representantes de produtores, empresários, governo e comunidade, com a função de exercer a fiscalização sobre os aspectos sanitários da produção vegetal e animal. "Viramos o jogo e a responsabilidade pela sanidade é dividida entre o governo estadual e a iniciativa privada", disse o secretário estadual da Agricultura, Antonio Poloni.


