O diretor do Departamento Penitenciário Federal (Depen), Maurício Kuehne, preferiu não arriscar uma afirmação sobre a garantia contra fugas e rebeliões na unidade. ''Se é à prova de rebelião? Essa questão é meramente utópica, pois não podemos fazer tal afirmação. Estamos lutando com todo um aparato humano e tecnológico para não ocorrer isso, mas dizer que não seria prever o futuro - não tenho esse dom'', eximiu-se.
Já o ministro da Justiça arriscou, enfático, garantiu: ''A unidade é à prova de rebeliões, de fugas, pois as vagas aqui são qualitativas, não quantitativas. É para presos federais, só? Não: ela será um regulador de estoque nos sistemas penitenciários estaduais. No momento de crise nesses sistemas, dentro de um mecanismo organizado de decisão por consenso, os presos serão transferidos e isolados, separados de suas quadrilhas''.
Questionado se chefes do crime organizado no País como Marcola e Fernandinho Beira-Mar vêm para Catanduvas, Thomaz Bastos foi mais lacônico: ''Não vou fulanizar (sic), não chego nesse nível de pormenor. Isso o Judiciário e o Departamento Penitenciário do Ministério e a Justiça Federal que vão decidir'', resumiu.
Durante os discursos oficiais, o governador do Paraná destacou o investimento do Estado em Segurança Pública. Citou projetos de policiamento e garantiu para até dezembro a inauguração de mais nove penitenciárias.
Quando discorria sobre a ligação direta entre violência e investimentos sociais, junto à política cambial, uma queda de energia o fez terminar o pronunciamento sem microfone. Abordado sobre o funcionamento do prédio em circunstância de falha semelhante, o ministro da Justiça negou com veemência a possibilidade. Instantes antes, porém, uma das assessoras de imprensa do evento apressou-se em procurar os jornalistas para esclarecer que ''esta é semana de testes, o local terá um gerador auxiliar em breve''. (J.G.)

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