Brasília - O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, fez ontem, no 19º Congresso Brasileiro de Avicultura, um balanço de todas as ações preventivas que o governo brasileiro adotou para minimizar os riscos de entrada, no Brasil, da gripe aviária.
Entre as medidas adotadas, Rodrigues citou a suspensão, por tempo indeterminado, pelo governo, de importações de aves de todos os países em que haja risco ou ocorrência da doença; o controle e a proibição de importação de material e resíduos aviários e a identificação das rotas das aves migratórias que passam por território brasileiro. Além disso, está elaborando, em conjunto com os governos estaduais e o setor privado, um cadastro de granjas avícolas em todo o País.
Rodrigues informou também que algumas ações ainda estão sendo negociadas para ser implementadas o mais rapidamente possível. Dentre elas, citou a instalação de fornos crematórios em aeroportos, para queimar cargas e alimentos suspeitos recolhidos em aeronaves e, também, a adaptação dos aparelhos de raio X nos aeroportos, para que possam identificar resíduos orgânicos que existam na bagagem dos passageiros.
''Por essas ações, os senhores podem perceber que o assunto está sendo tratado, dentro do governo, com toda a preocupação e prevenção, além da transparência que ele merece'', afirmou Rodrigues, acrescentando que já está trabalhando um grupo permanente incumbido de monitorar o tema, liderado pelo Ministério da Saúde.
O coordenador-geral de combate às doenças do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, disse que o plano de contingenciamento que está sendo elaborado prevê ainda que aves que não apresentarem sintomas da gripe possam ser abatidas e processadas termicamente para consumo posterior. As aves doentes deverão ser sacrificadas com gás (CO2) e depois levadas para incineração.
A idéia do ministério é criar um fundo setorial para aquisição das vacinas e indenização dos avicultores prejudicados por um possível foco.

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