São Paulo, 24 (AE) - Depois do anúncio do salário mínimo e de projeto de lei complementar para criar o salário mínimo regional estadual, o governo se prepara para acabar com o imposto sindical, considerado uma "excrecência" pelo ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Dornelles reconhece que está na hora de acabar com o imposto, que atrai muita gente e cria muitas entidades sindicais apenas com o objetivo de recolher o imposto. "Criar um sindicato é fácil, basta ninguém contestar na Justiça", disse o ministro.
Um dos próximos sindicatos a serem criados é o Nacional dos Metalúrgicos, liderado pela Central Única dos Trabalhadores. O lançamento oficial deverá ocorrer amanhã, em São Paulo, e o pedido ao Ministério do Trabalho deve ficar para os próximos dias. Se não houver impugnação, ele será liberado e, depois, começará a cobrar o imposto sindical.
Quanto à flexibilização da CLT, o ministro do Trabalho disse que vai aproveitar "toda sua experiência" no assunto. "Sempre que tentamos flexibilizá-la, reclamam que queríamos acabar com o 13º salário e que iríamos mexer no FGTS", explicou o ministro. De acordo com ele, o Ministério vai propor agora uma flexibilização que não vai mexer com esses dois pontos. "Vamos tentar mudar a CLT ainda este ano", acrescentou Dornelles. O ministro salientou também que essa será uma forma de criar empregos no País.

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