Brasília - A assessoria do STJ (Superior Tribunal de Justiça) disse ontem que o vice-presidente do órgão, ministro Edson Vidigal, e a mulher dele, Eurídice Maria Vidigal, tiveram os números de telefone celular clonados e que ele suspeita que as ligações feitas com o uso ilegal de sua linha tenham partido do presídio Bangu 1, no Rio de Janeiro.
Conforme o STJ, Vidigal teme sofrer algum tipo de acusação, no futuro, em decorrência de eventuais gravações de conversas telefônicas das linhas clonadas.
O tribunal informou que a clonagem foi constatada após uma funcionária do gabinete do ministro verificar o desconto de R$ 800 no contracheque dele, porque a sua conta mensal seria em torno de R$ 150.
Segundo a assessoria, o telefone que ele utilizava, número (61) 9984-7420, pertencia ao tribunal e foi desativado anteontem em razão dessa descoberta.
Vidigal acredita que a clonagem de sua linha pode ter ocorrido durante viagem dele ao Rio, entre 24 e 27 de maio, para o casamento de um amigo em Miguel Pereira, no norte do Estado. Ele teria usado o telefone no deslocamento de carro entre o Rio e a outra cidade.
A clonagem ocorre quando as características de uma linha são copiadas e instaladas em outro aparelho para que o mesmo número seja usada em dois aparelhos, um deles de forma ilegal.
A suspeita de que a linha dele estivesse sendo usada dentro do presídio estaria fundamentada em rastreamento já realizado pela empresa telefônica e que teria detectado ligações de Bangu e Engenho de Dentro.
A linha clonada da mulher dele, que trabalha no Gabinete de Segurança Institucional, teria registrado ligação para o Gabão.

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