Agência Estado
De Brasília
O ministro da Justiça, José Carlos Dias, disse ontem que o Exército poderá ser mobilizado em caso de nova greve dos caminhoneiros. Ele afirmou que ainda não está pensando neste problema, por considerar a nova fase da greve um problema localizado, mas alertou: ‘‘A ordem será mantida e o direito de ir, vir e transitar livremente pelas estradas também’’.
Ontem pela manhã, em Terezópolis de Goiás (GO), cerca de 250 caminhoneiros fizeram um novo protesto contra o governo federal fechando parcialmente a BR-153, que liga o Distrito Federal a Goiânia. O local do protesto fica a 187 quilômetros de Brasília.
O ministro afirmou que os caminhoneiros estão realizando movimentos localizados e a avaliação do governo é que, desta vez, uma paralisação nacional não deve prosperar. O ministro disse que o governo, em sua pasta, cumpriu o acordo de enviar um projeto de lei alterando a pontuação de multas como forma de perda da habilitação.
Dias afirmou que o governo não espera nova paralisação, da mesma forma que ocorreu no início do mês. O ministro afirmou que todo o governo está atento à movimentação dos caminhoneiros. Há uma grande preocupação dos serviços de informação do governo com as rodovias que cortam o Distrito Federal.
A paralisação em Terezópolis de Goiás durou pouco mais de duas horas. Acionada, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não permitiu que os caminhões parassem no acostamento da BR-153, evitando o bloqueio da estrada.
PortariaO Diário Oficial da União publicou ontem portaria interministerial que constitui o grupo de trabalho que terá que apresentar em 90 dias sugestões de medidas em relação à pauta de reivindicações dos caminhoneiros. O compromisso do governo de estudar medidas para atender as reivindicações dos caminhoneiros foi firmado há cerca de duas semanas com representantes do setor para por fim à greve da categoria.
O grupo de trabalho será formado por representantes dos ministérios dos Transportes, Justiça, Fazenda, Trabalho e Emprego, Previdência, Secretaria-Geral da Presidência da República, representantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro, da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Associação Nacional do Transporte de Carga.

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