Ministro diz que Cuba faz guerra contra a incultura
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Flávia Albuquerque<br>Agência Brasil 
São Paulo- Cuba não está sozinha como governo progressista e transformador social, e o mundo deve observar as mudanças da América Latina com relação à educação, afirmou o ministro da Educação e Cultura de Cuba, Fernando Vecinno Alegrete durante debate com o ministro da Educação, Tarso Genro, no 14º Congresso Latino-Americano de Estudantes (Clae), realizado simultaneamente à 4 Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), no pavilhão da Bienal.
Para Alegrete, não é possível falar em educação sem começar pela alfabetização, um dos pontos para os quais Cuba vem desenvolvendo programas. ''Essa é uma guerra contra a incultura, a fome e a exploração do homem pelo homem'', disse, acrescentando que seu país está disposto, com sua experiência, a colaborar na luta pelas transformações da educação na América Latina.
O ministro enfatizou que os governos e os movimentos estudantis podem fazer muita coisa para o desenvolvimento da educação e a reforma universitária. Realizar tais mudanças, segundo Alegrete, é o sonho de países como Cuba e Brasil, além dos outros da América Latina, comprometidos com o povo.
A importância dos movimentos estudantis foi destacada pelo ministro: ''Não é possível ir para frente sem a participação dos movimentos estudantis. Os estudantes têm direito de ser ouvidos e de lutar por qualquer tipo de mudança em seu país.''
Alegrete disse ainda que está otimista com os movimentos estudantis da América Latina, com o desenvolvimento e o compromisso dos governos com a reforma universitária.


