Brasília, 11 (AE) - O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho não permitirá que a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, promova aumentos abusivos nos preços da gasolina em razão do aumento de 11,5% nas refinarias autorizado a partir de hoje. "Da outra vez já foi feita uma ação do ministério em cima dela e é lógico que ela não vai fazer mais", disse Tourinho, referindo-se à determinação dada por ele em fevereiro de redução dos preços dos combustíveis cobrados pela estatal. Na ocasião, Tourinho ficou irritado ao constatar que a BR foi a distribuidora que mais aumentou os preços.
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, David Zylbersztajn, também afirmou que a agência vai acompanhar os aumentos de preços dos combustíveis, mas que não pretende intervir. "Quem aumentar os preços além da conta vai quebrar a cara, como foi da outra vez", Zylbersztajn. Segundo ele, o dono de posto que abusar vai perder clientela. "Nossos fiscais estão na rua", avisou.
Na semana passada, a ANP e os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, estimaram que, com o aumento de hoje, o reajuste máximo nos preços dos derivados de petróleo na venda ao consumidor, será de 6,5%. "Os aumentos não têm sido repassados integralmente ao consumidor", afirmou o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera. O secretário não vê motivos para que os preços dos produtos devam subir mais de 6,5%, "o que representa metade do reajuste aplicado aos preços nas refinarias".
Em fevereiro, os valores dos combustíveis foram reajustados nas refinarias em 1,41% em razão da mudança na alíquota de 2% para 3% na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O ministro teve informações que em algumas regiões de Minas Gerais, por exemplo, o reajuste da BR Distribuidora chegou a 6,2%. "Isto que deu problema daquela vez
o resto do mercado se ajusta", disse Tourinho.

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