Assunção, 03 (AE-ANSA) - O assassino do ex-vice-presidente paraguaio Luis María Argaña está preso. Seus autores intelectuais são os mesmos que ordenaram o massacre de manifestantes em 26 de março e ainda estão livres. A declaração foi feita hoje (03) pelo ministro de Obras Públicas, José Planás
ao jornal Notícias.
O ministro disse ainda que dos vários assassinos, só um usou um revólver calibre 38 para disparar em Argaña à queima-roupa. A identidade do assassino não foi revelada.
Contudo, fontes garantem que se trata de Walter Gamarra, ex-funcionário público preso depois de ser identificado como um dos que dispararam contra manifestantes que protestavam diante do Congresso pela morte de Argaña e renúncia Cubas. Planás disse que a arma que matou o ex-vice-presidente foi encontrada na casa de Gamarra e o carro usado no atentado foi encontrado queimado perto de sua residência.
Planás também informou que o ex-general golpista Lino Oviedo, exilado na Argentina, e o senador Conrado Pappalardo, são os dois principais autores intelectuais da morte de Argaña. Ele acusa o ex-presidente Raúl Cubas, atualmente no Brasil, de omissão.

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