Ney de SouzaO ministro Lampreia (ao centro) participou em Foz do Iguaçu do congresso anual da FaciapO Ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia anunciou em Foz do Iguaçu o balanço comercial do Brasil com os países do Mercosul e disse estar confiante no futuro do acordo. Atualmente o comércio entre o País e seus parceiros (Paraguai, Argentina e Uruguai) já ultrapassa os R$ 16 bilhões. Está crescento 20% ao ano e conta com 200 milhões de consumidores.
O maior mercado brasileiro é a Argentina. O volume de comércio entre os dois países cresceu 30% nos últimos três anos. ‘‘Somente no primeiro semestre deste ano o comércio com a Argentina foi superior ao realizado com os países da América Latina’’, afirmou Lampreia.
O ministro esteve em Foz do Iguaçu para participar do Congresso Anual da Federação das Associações Comerciais e Agrícolas do Paraná (Faciap), realizado dias 29 e 30 de agosto.
VeículosO setor automobilístico e agrícola foram os mais beneficiados com o Mercosul. Segundo Lampreia atualmente dois terços das importações de automóveis realizadas pelo Brasil vêm da Argentina.
O ministro reconheceu que nem tudo no Mercosul são flores. A principal preocupação de Lampreia é a lei promulgada pelo Paraguai que fere a legislação sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), válida para os negócios feitos com países que estão fora do bloco comercial do Mercosul.
Segundo o ministro, o Paraguai ‘‘está tentando provocar perfurações no acordo’’ ao importar matéria-prima dos países asiáticos, dar acabamento a determinados produtos e vendê-los com o selo ‘‘Made in Paraguai’’ para os outros países do bloco com tarifa zero.
O ministro criticou a iniciativa paraguaia classificando-a como concorrência desleal.

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