Ministro define metas para reduzir cesarianas
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sábado, 08 de dezembro de 2007
Folhapress 
Rio de Janeiro - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem no Rio ao participar de um seminário da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] que o governo estabeleceu como meta reduzir de 80% para 60% até 2011 o percentual de cesarianas em partos cobertos por planos e seguros de saúde. Na rede de saúde pública, onde o percentual já é menor, a meta é de redução de 30% para 25%.
A proporção de cesarianas no Brasil, especialmente no setor privado, é muito maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que estabelece como 15% o patamar razoável. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 26%. No Chile, de 40%.
O ministro afirma que uma das formas de atingir essa meta é avaliar publicamente as operadoras de saúde levando em conta esse critério [estratégia já adotada pela ANS]. Na rede pública, outra medida, mas ainda em estudo, é aumentar os valores hoje praticados no SUS para remuneração pela realização de partos normais.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, diz que a principal estratégia para atingir esse objetivo no caso da rede privada de saúde é a indução, e não a punição: A ANS já vem tomando algumas atitudes. Já temos exemplos de operadoras que trabalham com taxa abaixo de 60%. Infelizmente, ainda são poucos, mas esses exemplos mostram que isso é possível.
Segundo Temporão, a queda desse alto patamar de cesarianas não depende somente de uma decisão política, pois envolve questões culturais e de formação e treinamento de médicos e enfermeiros.
Precisamos também dar informação qualificada para as mulheres mostrando as vantagens do parto normal. Há uma certa mitificação de que o parto natural pode ser muito doloroso e que o corpo da mulher vai sofrer muito, quando é justamente o contrário que ocorre, afirmou o ministro.


