Ministro defende trote com atividades comunitárias
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Demétrio Weber 
Brasília, 22 (AE) - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, defendeu hoje trotes com ênfase em atividades comunitárias para fazer frente à onda de violência e humilhação que acompanha a recepção a calouros em universidades do País. "Há formas criativas que podem levar a uma forma de integração rápida, envolvendo brincadeira, mas também algum trabalho socialmente útil", disse Paulo Renato, citando como exemplo atividades sociais em favelas.
Preocupado com a violência de trotes divulgados pela imprensa, o ministro afirmou ser contrário à criação de leis para regulamentar a recepção aos calouros nas instituições de ensino superior. Segundo ele, as universidades devem ser responsáveis por esse tipo de atividade, que tem o objetivo de "acelerar o processo de integração dos alunos à nova instituição e à nova vida".
Paulo Renato criticou a ação dos estabelecimentos para coibir a violência. "Os alunos que fazem o trote estão na instituição há pelo menos um ano", observou, cobrando medidas educacionais no meio acadêmico para impedir abusos. "A universidade é uma instituição que deve buscar a educação de seus alunos não apenas na transmissão do conhecimento, mas para o convívio social e o respeito aos outros."


