Ministro defende reforma profunda no Judiciário
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de setembro de 2003
Tânia Monteiro<br> Agência Estado 
Brasília - Em solenidade de assinatura de um convênio para a estruturação da Política Nacional de Segurança Pública no País, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, defendeu uma reforma ''funda e forte, fundamental e radical'' no Poder Judiciário. ''A questão da segurança pública é tão séria, é tão aflitiva, tão desesperante no Brasil, que todos nós queremos encontrar um milagre, uma mágica, um tiro de canhão que resolvesse de vez o problema'', disse ressalvando, no entanto, ''que esse tiro não existe''.
Segundo Thomaz Bastos, o problema tem de ser atacado em várias frentes. ''Muitas providências têm de ser tomadas simultaneamente na área da segurança, dos presídios, do Poder Judiciário, um trabalho que tem que ser feito constantemente a fim de que possamos chegar ao ideal do presidente e de todos nós, que é viver num país seguro'', disse.
Pelo convênio assinado ontem foi estabelecido um programa de cooperação técnica entre a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e o Ministério da Justiça, no valor de R$ 1,5 milhão. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) também é parceiro da iniciativa e vai investir R$ 450 mil no projeto ''Arquitetura Institucional do Sistema Único de Segurança Pública''. O objetivo do governo é estabelecer padrões e modelos para orientar a implantação do Sistema Único de Segurança (SUSP).
O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, que vai conduzir o estudo de implantação do sistema de segurança no País, disse que o trabalho, com conclusão prevista para o fim do ano, vai permitir que sejam estabelecidas metas de trabalho. Até o fim do mês todos os estarão inseridos no SUSP. ''Sem integração não teremos competência para disputar com o crime que já se organizou'', disse Soares.


