Ministro defende punições a PMs que fizeram greve
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terça-feira, 29 de julho de 1997
Agência Folha Brasília 
Preocupado com a onda de indisciplina policial no País, o governo federal deverá definir na próxima semana o Programa de Modernização das Polícias. Estão previstas medidas para melhoria salarial dos policiais em todo o País. A reunião que definirá essas medidas está marcada para terça-feira, em Brasília, com a participação do presidente Fernando Henrique Cardoso. Além de FHC, a reunião de terça-feira também contará com a presença do secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori; do ministro da Justiça, Íris Rezende; e do chefe da Casa Militar da Presidência, Alberto Cardoso.
Íris Rezende disse ontem que após os últimos acontecimentos as polícias militares já não são mais as mesmas. A referência foi feita quando ele comentou o fato de os policiais militares de dez estados terem ignorado e desrespeitado a Constituição, que proíbe greves de militares. Íris defendeu a adoção de punições aos grevistas por parte dos governadores.
A toda ação corresponde uma reação. Aqueles que correram o risco da greve, que se declararam em greve, sabiam do risco que corriam, disse.
Segundo o ministro, os governadores devem e vão aplicar a lei. Isso é no sentido de preservar a instituição Polícia Militar, para o bem dos próprios militares que honram a instituição, afirmou.
Íris Rezende disse que não passa pela cabeça do presidente conceder anistia a eventuais policiais militares punidos pelos governadores. Cabe aos governos estaduais a aplicação das sanções, completou. O ministro da Justiça condenou o desrespeito à Constituição. No parágrafo 5º do artigo 42, a Constituição proíbe a sindicalização e a greve de militares - aí incluídos tanto servidores das Forças Armadas quanto das PMs e corpo de bombeiros militares. Essa decisão do constituinte foi porque ao policial militar se é dado o direito de executar o seu trabalho armado. Ele leva uma vantagem muito
grande no caso de atrito com o cidadão, afirmou.


