Davos, 31 (AE) - Governos incapazes de agir contra a especulação deveriam ser derrubados ou renunciar, disse o primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Bin Mohammed. Ele também defendeu a política de centralização de câmbio e controle de remessas ao estrangeiro, adotada no país dele, em 1998, para estancar a perda de reservas.
A Malásia foi um dos países da µsia atingidos pela crise do terceiro trimestre de 1997. Agora, afirmou, "todos os indicadores mostram uma economia em expansão." Segundo Mahathir
os "controles seletivos" de operações cambiais impediram a quebra do país. Apesar da forte reação negativa dos mercados financeiros, quando a medida foi adotada, as reservas da Malásia voltaram a crescer, disse o primeiro-ministo. Aumentaram 35% nos últimos quatro meses, de acordo com ele, e chegaram a US$ 27 bilhões. Além disso, as ações têm subido e a inflação, em 1998, ficou em 1,5%.
Quando estourou a crise cambial, Mahathir pôs a culpa nos especuladores do mercado financeiro e pediu a instituição de controles internacionais para a atuação. Criticou de modo especial o megainvestidor George Soros, atribuindo-lhe a responsabilidade maior pela crise na Malásia. Mahathir ainda rejeitou, no pronunciamento em Davos, acusações de que o controle de câmbio tenha sido um lance para proteger interesses da elite e da família dele. Segundo ele, a imprensa do ocidente deveria perguntar às pessoas comuns, na Malásia, se foram prejudicadas pela centralização cambial.

mockup