Ministro da Justiça rechaça legalização da tortura
Ministro da Justiça rechaça legalização da tortura15/Mar, 15:53 Tel Aviv, 15 (AE-ANSA) - O ministro de Justiça israelense, Yossi Beilin, criticou hoje a posição do premiê Ehud Barak de aceitar a legalização da tortura exercida pelos serviços de segurança, sob a fórmula "pressão física moderada". "Tortura é tortura, disse Beilin, e quem assumir a responsabilidade de uma lei que permita o uso da força nos interrogatórios, fará de Israel o primeiro país com uma lei similar em seu código". Beilin, trabalhista como Barak, concluiu: "Israel não merece tal bofetada". Ontem, o premiê, que também é líder do Partido Trabalhista, atribuiu ao contexto em que Israel vive a necessidade de legalizar a tortura, durante um debate sobre o tema no Parlamento. "Nós não somos a Holanda e a região em que vivemos não é Benelux", disse Barak. "Por isso estou convencido que um mínimo de legislação deste tipo seja necessário para dar "a priori" aos serviços de segurança o direito de usar pressões físicas no interrogatórios em situações de emergência". Barak aceitou os pedidos da direita de restabelecer a autorização ao Shin Bet, o serviço de contra-espionagem, para o uso de "pressões físicas moderadas", tornado ilegal no ano passado pela Corte Suprema.





