Ministro da Agricultura quer aumentar exportações agrícolas
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sábado, 17 de julho de 1999
Por Lu Aiko Otta 
Brasília, 18 (AE) - O novo ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, assume o cargo amanhã (19) com uma prioridade: aumentar as exportações de produtos agrícolas brasileiros, acelerando as negociações para eliminar subsídios aos produtos. Foi o que disse o futuro secretário-executivo do Ministério, Márcio Fortes de Almeida. "Existe um cronograma para o fim dos subsídios à agricultura, mas é preciso acelerá-lo", comentou. "Eles prejudicam nossas exportações não só para os países protegidos, mas também para terceiros mercados." Segundo Almeida, o Ministério da Agricultura é responsável por 40% da pauta de exportações do País. "A orientação do presidente foi muito clara: nosso enfoque agora será voltado fortemente para o comércio exterior"
comentou. É com essa filosofia que será montada a equipe de Moraes. "Vamos conhecer as pessoas que estão lá e, dependendo do perfil, elas serão mantidas ou substituídas", disse ele.
Diplomata de carreira, Almeida é assessor de Moraes há 30 anos e o acompanhou em nas uas duas passagens dele pelo governo - no Ministério da Indústria e Comércio, no governo Ernesto Geisel, e no das Minas e Energia, no governo Fernando Collor de Mello. Mais recentemente, Almeida foi relator do grupo do Fórum Empresarial das Américas, que tratou das questões relativas aos subsídios.
Moraes e Almeida levarão para a Agricultura uma longa experiência na área de comércio exterior. Atualmente, eles ocupam, respectivamente, a presidência e a vice-presidência da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). Almeida é também membro da Agência de Promoção às Exportações (Apex). "Lá
temos um grupo estudando medidas para estimular a exportação de frutas", lembrou.
Em junho, durante visita à Argentina, antes da reunião de cúpula entre os países do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul) e da União Européia (UE), o presidente Fernando Henrique Cardoso atacou os subsídios agrícolas praticados pelos países da Europa. O governo francês ameaçava condenar a reunião de cúpula ao fracasso, ao se recusar a discutir os subsídios à agricultura.
"Acho que a Europa tem hoje, diante de si, uma decisão importante: saber se quer continuar cuidando de seus subsídios para manter intocada uma situação agrícola, ou se está disposta a jogar um papel mais forte no mundo", observou o presidente, na ocasião.


