Ministro contrai dengue no Recife
Agência Folha

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Gustavo Krause (foto), é a mais nova vítima da epidemia de dengue clássica que atingiu 155 mil brasileiros em 1996. Desses, 66,5% são moradores da região Nordeste, onde foram registrados 103 mil casos da doença.
Krause está em Recife (PE) desde a semana passada, onde sua família passa férias. Ele chegou na quinta-feira para fazer um check-up anual e, já nesse dia, sentiu os primeiros sintomas da doença: dores pelo corpo e moleza.
‘‘Sou meio hipocondríaco e as dores nas costas eram tão fortes que achei que estava com um problema grave nos pulmões’’, disse Krause, em entrevista por telefone à ‘‘Folha de S.Paulo’’, de sua casa em Recife, onde se recupera da doença. Na sexta-feira, um hemograma confirmou que o ministro estava com dengue. ‘‘Os piores momentos foram no sábado e domingo. A sensação é que a gente vai morrer’’, contou.
Mesmo convalescendo, Krause confirmou sua participação no Carnaval de Recife, como faz todos os anos.
Os milhares de turistas que começam a desembarcar no Nordeste para festejar o Carnaval devem tomar algumas precauções contra a dengue. Segundo especialistas, as medidas preventivas não são 100% eficazes, já que a doença é transmitida pela picada de um mosquito, o Aedes Aegypti, que atua o dia inteiro.
O médico Marcos Boulos aconselha o uso de repelente ou a ingestão de 600 mg/dia de vitamina B, que também age como repelente. À noite, o médico aconselha o uso de um mosquiteiro (rede que impede a passagem de insetos). Carmen Glasser, diretora do Departamento de Controle de Vetores da Sucem (Superintendência de Controles de Endemias), recomenda também a preferência por hotéis com ar-condicionado, permitindo que a janela permaneça fechada independente do calor.
Carmen diz que o turista que apresentar os sintomas da doença - febre, dor de cabeça, dores musculares e nas juntas -, deve procurar um médico ‘‘o mais rápido possível’’.

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