Ministro classifica greve como movimento político
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O ministro da Justiça, José Gregori, classificou a greve dos caminhoneiros como um movimento político. Ele afirmou que o líder do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, é um dissidente. Sem dar nome, Gregori disse que um desses que propuseram a paralisação talvez queira ser deputado, mas que há formas mais civilizadas de fazer campanha.
Gregori avaliou que não houve problemas com a greve nos 50 mil quilômetros de rodovias até o início da noite . Em nota à imprensa, o ministério da Justiça informou que era absolutamente normal o trânsito de veículos de cargas e de passageiros nas rodovias.
Ontem, o governo anunciou que vai responsabilizar judicalmente todos os líderes do movimento e autores de ações durante a paralisação que causarem prejuízos à União e aos cidadãos. O governo alerta ainda que não vai tolerar ações que venham comprometer o abasteccimento das cidades.
O governo garante ainda que continuará negociando com a categoria para buscar soluções para suas reivindicações, como a solução definitiva para a questão do pedágio e a regulamentação da profissão.
Nesse ultimo caso, o governo pedirá ao Congresso a aprecição em regime de urgência do projeto que regulamenta a profissão, cujo objetivo principal é reduzir a carga excessiva de trabalho. A próxima reunião entre representantes do governo e caminhoneiros está marcada para o dia 8 de fevereiro.
O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, afirmou ontem que o balanço das primeiras horas da greve é favorável, pois o trânsito de caminhões nas estradas do País diminuiu e não houve bloqueios. Segundo ele, a adesão ao movimento tem sido maciça e deve aumentar a partir de hoje.
Botelho disse que os transportadores seguiram os conselhos dos organizadores do movimento e deixaram de trafegar, mantendo os veículos estacionados em postos de gasolina ou nas garagens. Botelho espera ser chamado a Brasília para negociar suas reivindicações com representantes do governo federal.


