Brasília, 12 (AE) - As 27 superintendências estaduais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) serão substituídas por sete coordenações regionais de articulação com a sociedade e cada Estado deverá ter, no mínimo, um escritório que será denominado unidade técnica multifuncional. A nova estrutura do Ibama foi apresentada hoje à Frente Parlamentar Ecológica pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. O projeto da reforma está em análise na Casa Civil da Presidência.
As mudanças deverão resultar numa economia anual de R$ 7 3 milhões e incluem a criação de oito núcleos regionais do Ibama - dois no Nordeste, dois no Norte, dois no Centro-Oeste, um no Sul e um no Sudeste, este já definido para o Rio de Janeiro. Segundo o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, o objetivo da reforma do Ibama é dar mais agilidade aos processos. "Hoje tem muita burocracia e pretendemos desobstruir os canais para fortalecer as atividades na ponta", afirmou.
Ao todo serão 90 unidades técnicas multifuncionais e o Ibama deverá agir apenas no que for atribuição federal, já que muitas atividades serão descentralizadas para os Estados. A idéia é ampliar o número de funcionários que trabalham diretamente na defesa do meio ambiente, reduzindo os funcionários nas superintendências. "O Ibama terá de se readequar ao novo papel dele, de órgão executivo das políticas ambientais emanadas no Ministério", resumiu o ministro.

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