O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, já vislumbra uma brecha na queda-de-braço entre ruralistas e ambientalistas que pode levar a um grande entendimento sobre as mudanças no Código Florestal. Segundo ele, os dois lados aceitariam reduzir de 80% para 50% o tamanho da reserva legal em pequenas propriedades na Amazônia. O ministro também adianta que irá trabalhar para adiar em mais três meses a votação do projeto de conversão da MP que modifica o código.
Sarney Filho reconhece que, se fosse mantido o porcentual hoje previsto na medida provisória que alterou o texto do código haveria dificuldades para os pequenos produtores, sem produzir o efeito de preservação ambiental desejado. ‘‘Não nos interessa ter apenas quintais preservados.’’ Segundo ele, esse porcentual de 50% agradaria também ao Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e também à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) deve promover amanhã uma reunião com representantes de organizações não-governamentais (ongs) para discutir o código. Entre as entidades convidadas estão o Greenpeace e o WWF (Fundo Mundial para a Natureza).
Para os ambientalistas, a CNA teria municiado de informações o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), relator do projeto de conversão, com o objetivo de reduzir os ganhos ao meio ambiente previstos na MP. (A.E.)

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