Ministro aguarda prestação de contas sobre merenda escolar
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terça-feira, 01 de abril de 1997
Agência Estado, do Rio 
Arquivo FolhaAdvertênciaO secretário-executivo do FNDE, José Antônio Carletti, disse que governo foi condescendente com prefeiturasO ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, disse ontem esperar que até o dia 15, as prefeituras e Estados prestem contas da verba recebida em 1996 para a compra de merenda escolar, evitando que a maioria das escolas públicas do País fique sem alimentação para seus alunos este ano. Até agora, apenas 734 das 3.266 prefeituras com convênio para compra de merenda com o Ministério da Educação (MEC) e oito dos 27 Estados prestaram contas dos gastos feitos no ano passado.
Para o ministro, o fato de as despesas não terem sido informadas, a menos de duas semanas para a liberação da verba para a merenda, não significa que possa ter havido desvio de dinheiro destinado à compra de alimentação para os estudantes.
Acredito que, como os prefeitos assumiram recentemente, ainda não tomaram pé da situação, disse Souza, na abertura do 7º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, no Hotel Glória, na zona sul da cidade.
A prestação de contas vai ser acelerada, segundo Souza, depois do aviso de que a maior parte da rede pública de ensino pode ficar sem merenda, feita anteontem, em Brasília, pelo secretário-executivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação, José Antônio Carletti. A advertência de Carletti foi oportuna para não sermos apanhados de supresa com uma situação que prejudique os estudantes, declarou o ministro.
O ministro afirmou que o resultado do Exame Nacional de Cursos, o provão realizado no ano passado nas universidades brasileiras, sai em dez ou 15 dias. De acordo com Souza, o MEC não vai adotar nenhuma medida de segurança para realizar o exame novamente este ano no Rio, onde houve conflitos provocados por militantes estudantes contra a medida, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Esses fatos não devem se repetir, porque quando o resultado do exame sair, as pessoas vão ver que a intenção não é prejudicar ninguém, afirmou Souza.
O 7º Encontro das Associações das Universdidades da Língua Portuguesa, cuja abertura teve a presença do ministro da Educação, foi realizado para discutir a maior integração das cem institutições de nível superior onde se fala o português. Participam do evento delegados do Brasil, Portugal, dos países africanos Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, e de Macau, na Ásia.


