Ministro afirma que vai atingir meta de matrículas
Apesar dos problemas registrados nos dois primeiros dias da Semana Nacional de Matrículas, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou ontem em Porto Alegre (RS) que a meta da campanha será atingida. Com a iniciativa, que foi lançada no sábado em todo o País, o Ministério da Educação e Cultura pretende assegurar a matrícula de 1,8 milhão de crianças entre 7 e 14 anos que estão fora da escola. No fim-de-semana não havia postos de matrícula funcionando nas capitais de São Paulo, Pará (Belém) e Pernambuco (Recife). No Rio, a maioria dos postos foi fechada por falta de interessados.
Com a semana de matrículas, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse que mais 300 mil crianças terão retornado às salas de aula, conforme nota distribuída pela assessoria de imprensa do governador Antônio Britto (PMDB), que acompanhou o ministro no Rio Grande do Sul. Souza declarou: Vamos chegar a menos de 1,5 milhão de crianças fora da escola, ou seja, em apenas dois anos, passaremos de 91% para 95% de crianças frequentando as aulas. Segundo ele, o MEC só esperava atingir esta meta em 2003.
Souza lembrou que os dados do ministério sobre o censo de 1996 apontavam a existência de 2,7 milhões de crianças fora das escolas. Esse número correspondia a 9% das crianças entre 7 e 14 anos. No ano passado, houve uma redução para 1,8 milhão de crianças, afirmou, na nota distribuída pela assessoria do governador.
Pela manhã, Souza esteve em Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, para divulgar o projeto Toda Criança na Escola, lançado em setembro. Segundo o MEC, existem hoje no País 32.995 postos para receber as matrículas.
Fantasma O Ministério da Educação descobriu que o número de matrículas fantasmas no ensino fundamental nas redes municipais no Maranhão é ainda maior do que havia detectado no segundo semestre do ano passado. São 28 mil matrículas fantasmas, no lugar de 21 mil. Com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério, cada sistema ganha mais dinheiro para o 1º grau quanto maior for o número de alunos matriculados.
O MEC também havia ordenado o corte de 60 mil matrículas nos estados do Ceará e 11 mil no Mato Grosso. Os estados não aceitaram os cortes e pediram uma auditoria. O resultado foi que, no Ceará, o corte caiu de 60 mil para 52 mil matrículas e no Mato Grosso foram poupados do corte cem matrículas.





