Ministro afirma que decisão foi técnica
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domingo, 24 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
Critérios técnicosPara o ministro Paulo Renato, são legítimos os pedidos dos políticos para transformar faculdades em universidades, mas ele garante que essas solicitações não interferem nas decisões do Conselho O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, admitiu que sofreu pressões políticas para a transformação de faculdades em universidades, mas afirmou, em entrevista à Agência Estado, que os pareceres favoráveis do MEC foram elaborados sob critérios técnicos. Ele informou ter recebido pedidos do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB) e do senador José Serra (PSDB-SP), dentre outros. Disse que esse tipo de atuação parlamentar é legítimo, mas frisou que as decisões não são tomadas com base nas solicitações.
O ministro afirmou ainda ter sido surpreendido com a decisão do filósofo Arthur Giannotti, que pediu demissão, ainda não formalizada, do Conselho Nacional de Educação (CNE). Giannotti se afastou por considerar que a faculdade Anhembi Morumbi não poderia ser transformada em universidade, pois não se dedica à pesquisa. Paulo Renato lamentou a atitude do amigo, mas disse que o ministério acatará a decisão de Giannotti.


