Brasília - O secretário especial dos Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, apresentou na manhã de ontem, em Genebra (Suíça), as ações do governo federal para combater o trabalho infantil no Brasil. Promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o painel que discutiu a exploração do trabalho infantil no mundo apontou o Brasil como um dos principais líderes mundiais na luta contra o trabalho infantil doméstico. ''Nossas ações partem do princípio de que o trabalho infantil doméstico é uma das piores formas de exploração infantil. O Brasil tem atuado de maneira firme, houve avanços, mas ainda temos um caminho a percorrer'', afirmou Nilmário.
Durante o evento, o ministro renovou o compromisso brasileiro de enfrentar o trabalho infantil no país, especialmente o doméstico. Ele anunciou que o governo brasileiro vai apresentar, nos próximos dias, o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, com metas claras e prazo determinado para a execução.
Segundo o ministro Nilmário Miranda, o Brasil tem conquistado avanços, mas os índices ainda revelam um quadro grave de violação de direitos humanos. Nos últimos dez anos, houve uma redução de 50% no número de crianças trabalhando no Brasil (de 10 milhões, em 1992, para 5,4 milhões em 2002). Já o número de crianças no trabalho infantil doméstico passou de 882 mil para 456 mil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad).
''Houve um avanço importante e todos reconhecem isso, inclusive a comunidade internacional, mas é preciso continuar com ações firmes e eficientes para alterarmos este quadro que ainda persiste'', afirmou o ministro, de Genebra, logo após participar do evento no Palácio das Nações, em Genebra.

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