Ministro admite epidemia de dengue em 2003
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sábado, 09 de novembro de 2002
Jacqueline Farid e Raphael Gomide<BR>Agência Estado 
Rio - O ministro da Saúde, Barjas Negri, admitiu ontem que o País terá uma nova epidemia de dengue em 2003, mas a meta é que ela seja 50% inferior à deste ano. ''Antecipamos o planejamento e a liberação dos recursos e há uma organização muito mais eficiente, mas alguns Estados ou municípios poderão ficar um pouco acima ou abaixo dessa meta.''
No último verão, no Estado do RJ foram infectadas 250 mil pessoas; 88 morreram. De acordo com o ministro, a dengue é muito difícil combater, depende da época de chuva e é necessário um trabalho educativo. ''Em nenhum país do mundo há o controle efetivo da dengue, é preciso um trabalho de manutenção.''
Negri, que participou ontem de um seminário sobre hospitais filantrópicos no Rio, disse que o combate mais efetivo à dengue no País passou a ser feito há cinco anos. ''Estamos destinando mais de R$ 1 bilhão para o combate à doença.'' Segundo ele, o ministério entregará até o fim deste mês mais 1.400 veículos e mais de mil aparelhos (máquinas de pulverização e microscópios) para prefeituras.
A população deve exercer um papel fundamental na redução da epidemia. Negri lembrou a grande campanha de mobilização, em todo o País, no dia 23. ''A população precisa aderir ao plano de mobilização.''
O ministro acusou a Secretaria de Saúde do Estado do RJ de deixar parados recursos federais destinados a contratações. ''O dinheiro ficou parado na Secretaria. Não queremos que o dinheiro fique paralisado nem no cofre do Estado. Ele deve se transformar em agentes sanitários, que sejam treinados logo. O importante é que depois do dia 23 esses agentes estejam nas ruas.'' O secretário de Saúde do RJ, Leôncio Feitosa, disse que o ministro estava ''desatualizado'' e negou que recursos tenham ficado parados. Feitosa afirmou que o risco de ocorrer uma epidemia de dengue no Estado é ''baixíssimo'' e que a ''situação está completamente sob controle''. Ele estimou as chances em 5%.


