Ministro adia reunião para discutir reajuste
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Previdência Social decidiu ontem adiar a reunião que estava marcada entre o ministro Amir Lando e os representantes do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical para tentar ampliar o debate e fechar um acordo com toda a categoria. A intenção é atingir os quatro movimentos sociais que representam os 1,8 milhão de aposentados e pensionistas que tiveram os benefícios concedidos entre fevereiro de 1994 e março de 1997. Todos eles têm direito a aplicação do Índice de Reajustamento do Salário Mínimo (IRSM) de até 39,67% para atualização dos salários de contribuição.
Somente no Paraná, são pelo menos 100 mil aposentados e pensionistas com direito à revisão dos benefícios. A própria Justiça Federal já garantiu que a correção salarial dos aposentados e pensionistas seja feita imediatamente. O despacho foi dado na última sexta-feira pela juíza federal Luciane Merlin Clève Kravetz, da Vara Federal Previdenciária de Curitiba. Além da revisão salarial, a sentença condenou ainda o INSS a implantar as diferenças e a pagar os valores atrasados com correção monetária e juros moratórios de 12% ao ano.
O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, Paulo José Zanetti, considerou o adiamento da reunião um desrespeito à categoria. ''É uma vergonha que os aposentados paguem com a espera pelo acordo. Negociar nesse momento evitaria um prejuízo maior ao INSS'', ponderou ele.
A intenção do sindicato é firmar um acordo com o governo federal para o pagamento de 80% dos contemplados com a medida até maio desse ano. Os beneficiados seriam todos os aposentados e pensionistas com rendimentos até R$ 500 ou com mais de 70 anos. O acordo poderia prever ainda o pagamento dos demais 20% dos aposentados e pensionistas até o final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


