O ministro da Justiça, José Gregori, decidiu enviar representação ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) contra a revista ‘‘Exame Vip’’, da Editora Abril, que em sua última edição publicou fotos de modelos imitando bandidos armados, trajando ternos e acessórios da moda. Gregori acredita que a publicação faz ‘‘apologia da violência’’.
O ministro considerou o ensaio da Exame Vip uma publicação de ‘‘mau gosto’’, um exemplo que ele espera não ser seguido pelos jovens. O que mais impressionou o ministro é o ensaio ‘‘Coisa de Cinema’’, em que aparece uma foto onde os modelos protagonizam ‘‘O assalto’’, no qual um homem, com sorriso sarcástico, utilizando um gorro de meia, aponta uma arma automática para a cabeça de uma mulher com feição agonizante. Na própria página está escrito que ‘‘tudo é ficção’’, mas o ministro considerou grave este tipo de recurso visual para vender roupas e acessórios.
Entre os anúncios do ensaio publicado pela ‘‘Exame Vip’’ são citados produtos – e os respectivos preços – das marcas Hugo Boss, Gucci, Calvin KIein, Ricardo Almeida, Ralph Lauren, Fórum, Anni Futuri e Empório Armani. Em uma das páginas da revista, um suposto policial aparece com revólver no coldre e algema na cintura, vestindo terno de R$ 2.520,00. O ministro também criticou a foto do ‘‘fugitivo’’, onde o modelo aparece com uma arma na mão e carregando malotes. Assessores do Ministério da Justiça que analisaram o material publicado acham que a foto teria sido inspirada no recente sequestro do avião da Vasp, no dia 16 de agosto.
O diretor de Redação da ‘‘Exame Vip’’, Marco Antônio de Rezende, considerou ‘‘um absurdo’’ o ministro José Gregori interpretar o ensaio como apologia da violência. ‘‘É o mesmo que achar que ‘Guerra e Paz’ do Leon Tolstoi faz apologia da guerra’’, disse. Rezende afirmou que ‘‘o ministro da Justiça tem é que estar preocupado em acabar com a violência.’’ O ddiretor não acredita em supostas decisões do Conar contra a revista. ‘‘Não vai acontecer nada!’’

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