Ministra venezuelana descarta "macro desvalorização"
Caracas, 09 (AE-DOW JONES) - A ministra das Finanças da Venezuela, Maritza Izaguirre, descartou hoje possibilidade de "macro desvalorização" do bolivar, ressaltando que as autoridades monetárias trabalham atualmente na "correção progressiva" da banda dentro da qual a moeda é negociada.
Segundo ela, o governo está trabalhando para coordenar as políticas monetária, de taxas de juro e de câmbio, de modo que o bolivar continue sendo corrigido progressivamente em baixa, acompanhado de queda também progressiva das taxas de juro.
A taxa de juro deve ser positiva, observou a Ministra, indicando que as taxas de juro deveriam ficar acima do nível da inflação. Ao final de 1998, a inflação estava pouco abaixo de 30%. Para este ano, as projeções oficiais indicam inflação em 20%.
Na última sexta-feira, a taxa média dos depósitos de 90 dias estava pouco acima de 33%, enquanto a taxa média de empréstimo situava-se próximo de 53%.
Izaguirre insistiu também que as autoridades monetárias devem considerar ainda o impacto dos juros sobre a atividade das indústrias. Dentro do atual sistema de banda cambial, o dólar pode variar até 7,5% em relação ao bolivar, para ambos os lados da paridade central, que mensalmente é reduzida em 1,28%.
Economistas afirmam que o bolivar está sobrevalorizado, em média, em cerca de 40%. Mas para oferecer sustentação à moeda, o país conta com reservas internacionais equivalentes a 12 meses de importação. Separadamente, Izaguirre afirmou que os bancos devem pagar mais impostos sobre lucros, sem oferecer detalhes.





