Curitiba - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfretou protestos de ambientalistas na inauguração da nova sede Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recuros Hídricos Renováveis (Ibama), ontem em Curitiba. Os manifestantes reclamavam da falta de preservação do remanescentes das florestas de araucárias no Paraná.
Eles reivindicam mais fiscalização e a criação de mais áreas de preservação ambiental. A ministra rebateu dizendo que a preservação é de interesse do governo federal e que está sendo feita. ''A sociedade civil tem todo o direito de querer que essa floresta seja protegida e esse é o trabalho que estamos fazendo e que fizemos a vida toda'', afirmou.
Para manter as florestas de araucárias, o presidente nacional do Ibama, que também esteve em Curitiba, Marcos Barros, cogitou a possibilidade da criação de mais unidades de conservação. ''Além disso, é preciso integrar essas unidades a corredores de ecológicos para uni-las'', afirmou. Os corredores já estão sendo criados pelo governo estadual. Hoje, o Paraná tem apenas cerca de 0,8% das florestas de araucárias preservadas.
Marina falou também que o governo federal pode vir a contemplar os estados nos projetos de recuperação de matas ciliares com recursos do Programa Nacional de Florestas. ''Hoje o ministério do Meio Ambiente ajuda os estados em várias ações e uma delas é a recuperação de áreas degradas, entre elas da mata ciliar'', afirmou.

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