que passou a ser o coordenador da venda das empresas federais de geração de energia no lugar do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reuniu-se com os consultores Winston Fristch e Sérgio Zedron para discutir a pulverização das ações das estatais e a venda do bloco controlador. Amanhã (11), de acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, o ministro deverá se reunir com o presidente Fernando Henrique Cardoso para expor as opções para a venda das empresas, seguindo o modelo que estava sendo estudado pelo BNDES. O assunto está sendo tratado com discrição no ministério. O ministro Tourinho determinou que os diretores da Eletrobrás e assessores próximos evitem comentários sobre o que está sendo preparado. A conversa com os consultores foi marcada para debater os detalhes da venda pulverizada das ações das empresas de geração de energia. A meta do ministério é preparar toda a desestatização ainda este semestre, para iniciar a venda a partir de agosto. Várias opções foram colocadas diante do ministro. Ele analisa o volume de ações das geradoras que serão colocadas nas bolsas de valores, que pode se situar entre 10% a 20% do total dos papéis nas mãos do governo. O governo também analisa se a pulverização poderá ocorrer antes do leilão do bloco de controle das ações. Uma corrente dentro do governo acredita que se a venda para pequenos investidores ocorrer antes poderão ser reduzidas as resistências à privatização poderão ser vencidas. Outro ponto que está sendo estudado é o uso de recursos do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações pelos pequenos investidores. Da mesma forma, o governo ainda estuda qual o volume de ações suficiente para caracterizar o controle da empresa. Estuda-se a possibilidade de vender entre 40% e 50% das ações ordinárias da estatal para um sócio estratégico. "O controle pode ser exercido com menos da maioria das ações", disse um técnico do governo. Outra discussão é sobre qual das três geradoras (Furnas
Chesf e Eletronorte) será vendida primeiro. Segundo o presidente de Furnas, Luís Carlos Santos, não há mais nenhum impedimento jurídico que impeça a realização da Assembléias Geral Extraordinária (AGE), que irá aprovar a cisão da estatal. A idéia ainda é, segundo um dos envolvidos nas discussões, cindir a estatal em duas empresas de geração e uma de transmissão de energia. A empresa, a maior do setor e responsável por cerca de 24% do abastecimento das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, seria a primeira a ser vendida no ano passado. No primeiro semestre do ano passado, a AGE foi interrompida por liminares judiciais e o processo foi interrompido. A polêmica sobre a cisão da parte nuclear da estatal impedia a realização da AGE de Furnas, que decidirá pela cisão da empresa em duas companhias de geração e uma de transmissão. Sem a separação formal de sua parte nuclear, que continuará estatal, não seria possível privatizar Furnas. A parte nuclear de Furnas foi cindida em 1996, levando a criação da Eletronuclear, que passou a ser subsidiária da Eletrobrás. Em maio, o desembargador Chalub Barbosa, da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro acatou a liminar que pede a suspensão desta cisão. O Ministério Público do Rio questionava em uma ação civil pública, a separação da empresa, alegando que a Eletronuclear não teria recursos próprios para se manter.Por Gustavo Paul Brasília, 10 (AE) - O Ministério de Minas e Energia retomou hoje o processo de privatização do setor elétrico, interrompido desde o primeiro semestre do ano passado. O ministro Rodolpho Tourinho

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