São Paulo, 15 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde promovem amanhã e quarta-feira, no Rio, uma conferência para apresentar aos profissionais da Saúde os benefícios do método mãe-canguru de assistência aos prematuros. Pela técnica, em vez de o recém-nascido prematuro recuperar-se em uma incubadora, ele se restabelece no colo da mãe. Durante o tratamento, mãe e filho permanecem no hospital.
Os resultados são bastante animadores. Enquanto em uma incubadora o tempo de recuperação é de 30 a 60 dias, com o método mãe-canguru o bebê pode voltar para casa após 15 dias. "O vínculo afetivo e a amamentação também são mantidos e isso é fundamental para o tratamento", explica a chefe da unidade neonatal do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), Geisy Lima, responsável pela instalação do método no hospital.
A intenção do BNDES e do ministério é divulgar as vantagens da técnica para outras maternidades. Como o método já é utilizado em alguns locais do País, o ministério pretende sistematizar esse tipo de assistência, que oferece resultados surpreendentes a um baixo custo. Segundo Geisy, o preço médio diário da internação em uma incubadora é de R$ 90. No alojamento
o valor é reduzido para R$ 16. O BNDES, que financiou a expansão do alojamento do Imip, pretende investir no treinamento e qualificação dos profissionais.
A criança prematura apresenta baixo peso. Além de não estar totalmente formado fisicamente, o recém-nascido tem dificuldade para respirar, batimentos cardíacos irregulares e baixa temperatura do corpo. Com o método mãe-canguru, segundo Geisy, "os movimentos respiratórios e cardíacos da mãe estimulam os da criança e seu corpo esquenta o bebê, regulando a temperatura".

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