Cerca de 70% dos municípios do país (3.860), que reúnem 118,3 milhões de habitantes (75% da população), têm piso por habitante para a assistência básica inferior a R$ 10 por ano. Os 1.065 municípios (19% do total) que gastam R$ 12 ou mais por ano por habitante nesse tipo de atendimento reúnem 22,8 milhões de habitantes, ou 14% da população brasileira.
Dentro de cada uma dessas faixas há situações diferentes. Entre os 1.941 municípios que hoje faturam até R$ 5 habitante/ano na assistência básica, 1.601 têm até 20 mil habitantes, 26 têm população de 100 mil a 500 mil
pessoas e três municípios têm mais de 500 mil habitantes. Dos 527 municípios que gastam mais de R$ 15 anuais por pessoa, 447 têm até 20 mil habitantes, seis têm de 100 mil a 500 mil habitantes e apenas um
tem mais de 500 mil habitantes.
Um dos fatores que podem explicar essa diferença é o fato de os municípios com maior valor/habitante estarem prestando assistência para a população dos municípios vizinhos. Por isso, está sendo discutido um teto para essas cidades de forma que elas não elevem seu piso acima do atual até que o dos municípios vizinhos chegue a R$ 12. Para isso o ministério está contando, além do R$ 1,2 bilhão deste ano, com R$ 315 milhões do abono de 25% na tabela de assistência básica do SUS e mais R$ 168 milhões do orçamento.

mockup