Curitiba - Vinte por cento dos jovens entre 14 e 17 anos que deveriam estar cursando o ensino médio estão fora das escolas em todo País. O mesmo acontece com 3% das crianças entre sete e 14, que deveriam estar frequentando alguma série do ensino fundamental. O principal motivo da evasão escolar é a necessidade de que crianças e adolescentes trabalhem para ajudar a complementar a renda familiar.
Diante desses números, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), através da Secretaria de Inclusão Educacional (Secrie), está implementando uma série de ações com ojetivo de garantir o ingresso da criança nas escolas, o retorno daquelas que pararam de estudar e a permanência dos adolescentes até completarem o ensino médio. ''Nossa meta é abolir a evasão escolar'', explica a diretora da Secrie, Magdalena Queiroz, que esteve ontem em Curitiba no seminário ''Capacitar para Incluir'', promovido pelo MEC.
O evento faz parte de um programa nacional de formação de agentes de inclusão educacional que, até o final deste mês, passará por todas as capitais brasileiras. Em Curitiba, participaram representantes de 24 municípios paranaenses. O relato de experiências de êxito em escolas, segundo ela, mostra que a realização de atividades complementares, como aulas de reforço escolar, atividades culturais e esportivas traz bons resultados contra a evasão.
Um dos carros-chefe da secretaria na luta contra a evasão tem sido o programa Bolsa-Família, que hoje alcança 5.558 municípios do País. Só três cidades estão fora do programa, que prevê o pagamento de R$ 75 para a família e R$ 15 por filho matriculado no ensino médio (fundamental e médio). Em todo País, o benefício é pago a 5,1 milhões de famílias e 8,3 milhões de alunos, beneficiando 25 milhões de pessoas.

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