São Paulo, 15 (AE) - O Ministério Público Estadual vai investigar a contratação, sem licitação, pela prefeitura de Santo André, por "notória especialização", da vereadora paulistana Aldaíza Sposati, líder do PT na Câmara Municipal. O promotor de Justiça da Cidadania de Santo André, João álvares Soares, deve decidir amanhã se abre um inquérito civil específico para o caso de Aldaíza ou se a investigação fará parte do inquérito aberto na sexta-feira para apurar a contratação de advogados sem licitação.
A vereadora disse na sexta-feira que vai suspender o contrato firmado em setembro para "uma assessoria e metodologia para potenciar (sic) a participação popular em projetos de inclusão social". São R$ 25.098,00, divididos em cinco parcelas de R$ 5.019,00. A prefeitura informou que a contratação de Aldaíza deve-se ao seu trabalho como professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).
Aldaíza disse que o valor mensal é distribuído entre outras pessoas: uma aluna da PUC, que receberá R$ 800,00, e o casal Vera Lúcia e João Carlos Barreto, educadores do Instituto Vereda, que ficarão com R$ 3.000,00. Eles são pais do chefe de gabinete da vereadora, Marcos Barreto, mas todos alegam que não há nenhuma relação entre os fatos.
O promotor Soares já investiga se houve urgência ou necessidade de notória especialização no caso da contratação de seis escritórios de advocacia para defender causas consideradas importantes pela prefeitura. Entre os contratados está o juiz do Tribunal Regional Eleitoral Eduardo Domingos Botallo, advogado particular do prefeito Celso Daniel (PT).

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