Curitiba - O Ministério Público (MP) federal no Paraná deverá entrar ainda hoje com uma ação civil pública pedindo o retorno imediato dos funcionários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) ao trabalho. Os servidores estão em greve desde o dia 20 de abril. A intenção é garantir que todos os serviços essenciais, como pedidos de aposentadoria, renovação de benefícios e avaliação médica, sejam mantidos. ''A população não aguenta mais ficar sem os serviços do INSS, que são essenciais. A greve desse setor não é regulamentada, mas é necessário que os serviços sejam mantidos porque muitos trabalhadores precisam desses recursos para manter suas famílias'', afirmou o procurador da República, Sérgio Cruz Arenhart.
No Paraná, os serviços de 17 agências estão sendo mantidos parcialmente. Apenas estão sendo realizados os atendimentos para auxílio-doença, pensão por morte, auxílio-acidente, salário-maternidade e desbloqueio de pagamento. Três agências estão completamente paradas: em Cascavel, Apucarana e em Arapongas.
Na região de Curitiba, apenas funcionam normalmente as agências de Paranaguá (litoral) e Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba). Em Londrina, as agências Centro e Shangri-lá atendem parcialmente (ver texto na página). Dos 1,6 mil servidores do INSS, apenas 294 continuariam em greve no Paraná.
Hoje, os servidores iniciam o processo para organizar o retorno. Existe a possibilidade de se fazer um esquema especial com horário dilatado de atendimento para atender todos os contribuintes que aguardam para dar entrada em processos atrasados. ''Estamos seguindo a deliberação nacional'', avisou a diretora da secretaria jurídica do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social (Sindiprev), Jaqueline Mendes Gusmão.
Também está programada para hoje, às 10 horas, a assinatura do termo de compromisso do governo federal em editar o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários do INSS que trará uma gratificação de 47,11% dividida em quatro vezes para todos os profissionais. O plano só será encaminhado ao Congresso Nacional em agosto. Até lá, o governo prometeu pagar R$ 184 de bonificação para cada servidor do INSS. Vão assinar o termo de compromisso, representantes dos ministérios da Previdência Social, Planejamento, Saúde e Trabalho.

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