Campinas, SP, 17 (AE) - O promotor público de Mogi Mirim
André Ceccon, apresentou hoje à Justiça denúncia contra o comerciante e bacharel em direito, Oswaldo Durante, de 41 anos, acusado de pedofilia e atentado violento ao pudor. Durante, que está preso desde o último dia 3, deverá prestar depoimento amanhã ao juiz da 2ª Vara Criminal, Alexandre Batista Alves. Se for condenado, o comerciante poderá pegar, no mínimo, seis anos de prisão.
A polícia civil já concluiu o inquérito contra Durante, acusado de praticar sexo com pelo menos 17 crianças e adolescentes. No dia em que foi preso, a polícia apreendeu em sua casa seis fitas de vídeo em que o comerciante aparece mantendo relações sexuais com crianças entre 09 e 15 anos. Ele foi denunciado por três das vítimas.
Junto com a denúncia, o promotor encaminhou pedido de prisão preventiva contra o comerciante. Ele já vinha cumprindo prisão temporária na cadeia de Estiva Gerbi, onde ocupa uma cela especial por ter diploma universitário. Se a Justiça decretar a prisão preventiva, Durante permanecerá detido enquanto durar o processo.
O promotor quer, ainda, que o processo transcorra sob secredo de justiça. Segundo ele, a medida é necessária para preservar a imagem das crianças envolvidas. Se a Justiça acatar o pedido, apenas a promotoria, o juiz e o advogado de defesa terão acesso ao processo. Formado em direito, casado e pai de uma filha de nove anos, o comerciante disse à polícia que fazia as filmagens para satisfazer suas fantasias sexuais.

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