Ministério Público apura obras do Rodoanel
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
Por Jobson Lemos 
São Paulo, 02 (AE) - O Ministério Público Federal (MPF) investiga as obras do Rodoanel. O estudo de impacto ambiental não levou em conta toda a extensão da estrada, mas apenas o trecho oeste, que está em construção. Isso poderia constituir uma irregularidade.
Além disso, o MPF adverte que a obra poderá aumentar a poluição na Grande São Paulo, agravar os problemas climáticos, provocar o assoreamento de rios da região e afugentar a fauna.
O secretário do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, disse estranhar a medida e as considerações do MPF. De acordo com ele, o Rodoanel, ao contrário de fazer aumentar a poluição na região metropolitana, diminuirá a concentração de poluentes.
A Capital, onde são medidos os maiores índices de poluição por gases, seria beneficiada pela redução do número de caminhões que passa pelas Marginais do Tietê e do Pinheiros. Isso faria com que os índices de congestionamento também diminuíssem. Em engarrafamentos os veículos emitem mais poluentes.
Com relação ao estudo feito para apenas um trecho da rodovia, Tripoli questiona onde há lei que determine que ele tenha de ser feito em toda a obra. "Não há", afirma.
Segundo ele, os problemas que pudessem ser determinados por estudo nos próximos trechos do Rodoanel poderiam ter soluções de engenharia que os atenuasse ou corrigisse. "Túneis, trechos elevados ou mesmo a mudança de traçado."
O relatório de impacto ambiental da obra foi aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), formado por ambientalistas, representantes do governo e de entidades da sociedade civil.
Antes de sua aprovação foram realizadas duas audiências públicas. "Os moradores puderam manifestar suas opiniões sobre o projeto", disse Tripoli.
Outro argumento do MPF é que o estudo não considerou o impacto da obra sobre a população das regiões à sua margem.


