Belo Horizonte, 22 (AE)- O Ministério Público de Minas Gerais, através da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, instaurou ontem um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades cometidas pelos sócios privados da Cemig, durante o tempo em que participaram da direção da empresa. As denúncias surgiram em um processo de auditoria interna e o relatório final é assinado pelos diretores que ocuparam os cargos dos representantes dos sócios privados destituídos no ano passado.
De acordo com o relatório, que foi anexado pela Procuradoria Geral do Estado à ação civil que o governo do Estado está movendo contra os sócios, as irregularidades incluem contratação de pessoal não qualificado, dispensa de licitações, descumprimento dos prazos de implantação de projetos prioritários para a empresa, entre outros. A Promotoria irá investigar se houve danos ao patrimônio público e a expect ativa é que o processo esteja concluído em 90 dias. Os sócios ainda não ajuizaram recurso especial junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O recurso será impetrado para que o vice-presidente do Tribunal avalie a necessidade de encaminhar o processo judicial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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