Pasta reforça que vacinas contra a poliomielite são "seguras e eficazes"
Pasta reforça que vacinas contra a poliomielite são "seguras e eficazes" | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil



Brasília - O Ministério da Saúde enviou na segunda-feira (11) uma nota de alerta aos Estados e municípios para que aumentem a vigilância e vacinação contra a poliomielite, doença não registrada no País desde 1989. A medida ocorre após a detecção de um caso suspeito de pólio em uma criança de dois anos e dez meses que mora na comunidade indígena Delta Amacuro, na Venezuela.

A criança, que começou a apresentar quadro de paralisia flácida aguda no fim de abril, não havia sido vacinada. Informativo da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) aponta que exames iniciais apontaram poliovírus, mas novos testes são necessários para confirmação, já que há outros fatores e causas a serem analisados. O caso está em investigação.

No documento enviado aos Estados, ao qual a reportagem teve acesso, o ministério afirma que é de "extrema urgência" a intensificação das ações de vigilância e vacinação contra a doença também no Brasil. Pesam neste cenário, de acordo com a pasta, as "baixas e heterogêneas coberturas vacinais para a poliomielite" em todos os Estados e o "não alcance das metas preconizadas para vigilância" de casos de paralisia flácida aguda. Atualmente, a cobertura vacinal contra a poliomielite é de apenas 77% - a meta, porém, é que 95% do público-alvo seja vacinado.

Em 1994, o Brasil recebeu da Opas o certificado de país livre de poliomielite, em conjunto com outras nações do continente americano. A notificação de um caso suspeito na Venezuela, assim, tem gerado alerta entre autoridades de saúde diante do temor de retorno da doença. Na nota enviada aos Estados, o ministério informa que as ações de vacinação são fundamentais "para evitar a reintrodução do vírus no Brasil". Neste ano, a campanha nacional de vacinação contra a pólio deve ocorrer entre 6 e 24 de agosto.

Atualmente, o esquema de vacinação contra a pólio é feito em três doses, aplicadas aos dois, quatro e seis meses, por meio de injeção. Também são indicadas doses de "reforço" aos 15 meses e aos quatro anos de idade com a vacina oral (a famosa "gotinha"). Em nota, o ministério reforça que as vacinas "são seguras e eficazes".

POLIOMIELITE
Também chamada de paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito e evolução rápida. A doença acomete principalmente os membros inferiores.

Atualmente, três países ainda são considerados "endêmicos" para poliomielite: Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

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