Ministério nega que hospitais federais do Rio rejeitem pacientes
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 25 (AE) - A coordenadora das unidades federais do Ministério da Saúde no Rio, Ana Tereza Pereira, rebateu hoje a denúncia do Conselho de Secretários Municipais da Saúde de que os 13 hospitais federais da cidade estariam recusando pacientes do interior. "Isso não é verdade, quem organiza a porta de entrada não é o hospital e, por causa da alta procura, o atendimento é feito de acordo com a ordem de chegada", disse Ana Tereza. "Hospitais de referência estão fazendo atendimento ambulatorial, como exames oftalmológicos, que deveriam ser feitos nos municípios, que recebem recursos para isso", afirmou.
De acordo com o presidente do Conselho e secretário da Saúde do município de Areal, Valter Lavina, mais de cem pessoas de outras cidades procuraram os hospitais federais da capital no mês passado e não foram atendidas sob a alegação de que isso sobrecarregaria o sistema. Lavina afirma que o atendimento está sendo feito nos municípios e os pacientes buscam os hospitais federais para serviços de maior complexidade.
"O problema não é esse, porque no Hospital Geral de Bonsucesso, por exemplo, 40% das pessoas atendidas são da Baixada Fluminense, principalmente de Duque de Caxias e, no Hospital dos Servidores, 60% de Nova Iguaçu", afirma Ana Tereza.
Recursos - A coordenadora do ministério nega falta de recursos para os hospitais federais no Estado - as 13 unidades recebem R$ 250 milhões por ano para custeio -, mas admite uma "desorganização do sistema". "Estamos caminhando agora para uma harmonia entre os poderes que vai facilitar a essa organização."
Vagas - O secretário da Saúde do Rio, Gilson Cantarino, anunciou hoje a criação de uma central de regulação de vagas para tentar resolver o problema. O trabalho será feito em duas etapas: em junho começa a operar para os serviços de obstetrícia e tratamento neo-natal e, em novembro, para as demais áreas.
"A informática vai permitir maior controle das vagas disponíveis em cada especialidade, porque é inaceitável essa situação em que o atendimento é recusado", disse Cantarino. "Depois do Rio, o trabalho será feito progressivamente em todo o Estado."
Fiocruz - Cantarino e Ana Tereza participaram hoje da solenidade de inauguração do Museu da Vida , em comemoração dos 99 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A construção do museu, no qual foram gastos R$ 8 milhões, demorou cinco anos. "O papel do Museu da Vida será muito importante para a integração da sociedade com a ciência do País", disse o presidente da Fiocruz, Eloi Garcia.


