BELO HORIZONTE - O Ministério da Saúde foi consultado sobre as críticas feitas por especialistas à nova lei que trata da infecção hospitalar. A assessoria de comunicação informou que comentará o assunto na próxima semana, pois os técnicos indicados estavam viajando.
A Federação Brasileira de Hospitais negou que tivesse qualquer coisa a ver com os vetos do presidente. ‘‘Pelo contrário, estamos muito interessados em debater a regulamentação dessa lei’’, disse Carlos Eduardo Ferreira, presidente da federação brasileira e da Associação dos Hospitais de Minas Gerais.
Dos cerca de seis mil hospitais do País, 4.300 são privados ou filantrópicos. Segundo Ferreira, a federação está pedindo à Associação Brasileira de Controle da Infecção Hospitalar que participe de um trabalho conjunto sobre a questão.
A federação, no entanto, considera que a lei sancionada foi um avanço, pois antes a questão estava restrita a portarias. ‘‘As portarias do Ministério da Saúde eram complexas e difíceis de serem cumpridas em face da realidade do setor saúde no Brasil. Os vetos foram do próprio ministério, que, como nós, quer um programa mais adequado com a realidade brasileira’’, disse Ferreira.

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