Ministério manterá ações de prevenção
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Agência Brasil 
Brasília - Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar o fim da epidemia da influenza A (H1N1) - gripe suína ontem, o Ministério da Saúde informou que continuará promovendo ações de monitoramento e prevenção do vírus Influenza H1N1. Mesmo sem altas incidências, o vírus continua circulando no mundo com comportamento similar ao da gripe comum.
Em apenas três meses, a campanha de vacinação no Brasil atingiu 88 milhões de pessoas. Segundo o ministério, no período entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com influenza pandêmica que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.
Mesmo com intensa redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março deste ano, o ministério manterá, junto com os estados e os municípios, o monitoramento da gripe. Além do vírus, o Brasil também apresenta uma proporção, que varia entre baixa e moderada, de pessoas com doenças respiratórias agudas. Por isso, é necessário que a população mantenha os cuidados típicos do período do inverno, como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis.
O anúncio da OMS significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. Alguns deles, como Índia e Nova Zelândia, ainda têm apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com a entidade, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.
Essas evidências contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos.
''A vigilância contínua é extremamente importante'', orientou a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a recomendação da OMS e destaca a vacinação recorde realizada no Brasil. ''Fizemos um imenso esforço conjunto e conseguimos vacinar, em apenas três meses, 88 milhões de pessoas. Isso nos permite ter todos os índices de gripe em queda e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano'', afirmou.


