Ministério dos Transportes repassa R$ 220 mi para o PR
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de junho de 2002
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro dos Transportes, João Henrique de Almeida Sousa, prometeu ontem, em Curitiba, repasse de R$ 220 milhões do governo federal para investimentos nos setores rodoviário, ferroviário e portuário do Paraná. O anúncio foi feito pela manhã, no Palácio Iguaçu, durante assinatura de protocolo do ministério delegando ao governo do Paraná a administração nos próximos 25 anos do Complexo de pontes de Porto Camargo, que liga os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Dos R$ 220 milhões, R$ 170 milhões são destinados a obras rodoviárias. Para a pavimentação da Estrada Boiadeira estão previstos R$ 6,4 milhões. Sabemos que é um investimento de pequeno porte, disse o ministro, lembrando que a União já está trabalhando para fazer a licitação de outros dois lotes de um total de três para terminar a obra. O governo federal, segundo ele, também pretende remeter ao Congresso Nacional um pedido de crédito complementar. Calcula-se que sejam necessários mais R$ 39 milhões.
Outra obra que deve ser beneficiada pelos recursos é o Contorno de Curitiba, obra de 60 km ao redor da Capital, que une todas as rodovias federais locais. É uma obra fundamental para a região, disse o governador Jaime Lerner (PFL), presente à solenidade. Lerner espera inaugurar o Contorno Sul (15 km) dentro de um mês. Já o Contorno Leste (45 km) deve ficar pronto em 90 dias. Para a reativação das obras da Estrada da Ribeira, segundo o ministro, estão previstos R$ 35 milhões.
Dos R$ 50 milhões restantes, R$ 25 milhões serão usados para a construção do Contorno Ferroviário, que prevê a desativação de trilhos dentro de Curitiba e a construção de uma nova linha férrea entre os municípios de Araucária e Almirante Tamandaré, na região metropolitana. A obra total é orçada em R$ 60 milhões. O Porto de Paranaguá também deve receber R$ 25 milhões para a ampliação de mais 800 metros de cais.
O ministro também anunciou que a licitação para a duplicação da BR-101, no trecho entre Florianópolis (SC) e Osório (RS) será aberta em 28 de junho. Ao todo, o chamado Corredor do Mercosul, que une Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, tem custo de US$ 1,5 bilhão sendo considerado a obra rodoviária mais cara do mundo. Além da duplicação a partir de Florianópolis, ainda faltam a construção de 30 km na Serra do Cafezal (SP), 150 km em Minas e o Contorno Curitiba.


