Ministério dos Transportes identifica focos de paralisação de caminhoneiros
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de agosto de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 28 (AE) - O Ministério dos Transportes identificou hoje pequenos focos de paralisação de caminhoneiros, mas não considera que exista um movimento nacional da categoria. Segundo informações coletadas pela Polícia Rodoviária Federal, motoristas pararam em Rondonópolis (MT) e Governador Valadares (MG). Existiam ameaças de paralisação no Ceará e na Rodovia Anhanguera, no interior de São Paulo, que não se concretizaram. Segundo a assessoria do ministro Eliseu Padilha, os casos são isolados.
Padilha vai acompanhar o desenrolar da greve durante todo o fim de semana. Não foram detectados bloqueios de estradas ou constrangimento aos motoristas. Caso o movimento aumente de intensidade e ocorram problemas para o livre trânsito de motoristas ou ao abastecimento das grandes cidades, a assessoria do ministro garantiu que o governo vai interromper as negociações com a categoria e usará a polícia para liberar as rodovias.
O Ministério dos Transportes, no entanto, não trabalha com a possibilidade de que o movimento possa prosperar nos próximos dias. Vários panfletos contra a greve estão sendo distribuídos pelos próprios caminhoneiros. O Sindicato dos Caminhoneiros Autonômos de São Paulo (Sindicam) distribui desde ontem, ao lado das entidades do Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia e Sergipe, um panfleto pedindo que a categoria não pare as atividades.
"Diga não aos oportunistas", afirma o panfleto. A Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos de Carga (Fetrabens) distribuiu comunicados com o mesmo teor, assinados pelo presidente da entidade, José da Fonseca Lopes. O panfleto da Fetrabens alerta para "as falsas lideranças que estão propondo uma nova greve". Os líderes pedem para os caminhoneiros não "caírem no descrédito".


