Ministério descarta suspeita de contaminação com vírus da aids
Brasília, 20 (AE) - O Ministério da Saúde descartou a suspeita de que dois a 16 pacientes poderiam ter contraído o vírus da aids pelo uso de subprodutos de sangue contaminado enviado ao Hemocentro de Pernambuco (Hemope) pelo da Bahia (Hemoba). O ministério concluiu que a contaminação não ocorreu, depois de técnicos da Vigilância Sanitária checarem que o Hemoba inutilizou todas hemácias e plaquetas. O Hemope fez o mesmo com o plasma que recebeu.
Segundo o ministro interino do Ministério da Saúde, Barjas Negri, por motivo de precaução, somente será emitido um parecer definitivo depois que 100% das bolsas enviadas ao Hemope - que recebe plasma de 13 Estados - terem sido rastreadas. O ministério divulgou nota informando que o fato de ter encontrado a sorologia positiva para o HIV na bolsa de sangue enviada pelo Hemoba ao Hemope e depois de se certificar que os subprodutos do sangue foram desprezados "torna quase nula a possibilidade de contaminação". Na semana passada, o ministro da Saúde, José Serra, lançou a suspeita de infecção por aids pela identificação no Hemope de uma bolsa de plasma contaminada pelo vírus HIV. Essa bolsa veio da Bahia.
O ministério divulgou nota explicando que a bolsa de sangue com HIV foi, "inadvertidamente", encaminhada pelo Hemoba ao Hemope "por uma falha técnica de um funcionário".
A auditoria da Vigilância Sanitária do ministério ainda investiga a origem das bolsas contaminadas com o vírus da hepatite B que também foram recebidas pelo Hemope. De acordo com o coordenador de Sangue e Hemoderivados do ministério, Hélio Souza, estão sendo rastreadas bolsas de sangue enviadas ao Hemope pelos bancos de sangue de Alagoas, Pernambuco e de Santa Catarina.
"A bolsa pode ter vindo de um ou de mais de um desses locais", explicou o coordenador. O Hemope destruiu os plasmas que chegaram para ele contendo o vírus da hepatite B, mas o problema é que as hemácias e plaquetas podem ter sido usadas em pacientes. A auditoria da vigilância tem até o fim de junho para fazer o rastreamento e detectar os doadores de sangue com hepatite B e os possíveis receptores. Mas o coordenador acredita que será mais rápido.





