Curitiba - O Ministério da Agricultura e do Abastecimento possui um estudo preliminar que afirma que não há irregularidades na unidade da Monsanto em Ponta Grossa, ocupada por integrantes do MST há uma semana. O laudo foi realizado na semana passada, após a invasão, pela delegacia do ministério no Paraná. Uma comissão ligada a direitos humanos esteve no local na quinta-feira e denunciou supostas irregularidades. No mesmo dia o Ministério Público (MP) estadual determinou à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento que faça uma vistoria técnica na empresa.
  A vistoria técnica foi requisitada pelo procurador de Justiça Saint Clair Santos, coordenador do Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente. Apesar dele ter enviado ofício em caráter de urgência, a Secretaria da Agricultura ainda não programou a visita.
  O advogado e coordenador da organização civil Terra de Direitos, Darci Frigo, que esteve na unidade da Monsanto, disse que havia 27 sacas de soja Roundup Ready, de origem transgênica, identificadas para multiplicação, o que seria proibido.
  De acordo com a Monsanto, as sementes de soja RR sobraram do plantio de experimentos realizados na safra 2002/2003, e eram devidamente acompanhadas pelo Ministério da Agricultura. Segundo a empresa, as sementes eram para fins experimentais, informação que estaria assinalada nas embalagens.

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