Ministério da Saúde quer aumentar preço do cigarro
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terça-feira, 08 de abril de 2003
Agência Estado 
Rio - O Ministério da Saúde quer aumentar o preço do cigarro brasileiro e usar a receita com a arrecadação dos impostos para combater o contrabando e tratar das vítimas do tabagismo. Hoje, o cigarro vendido no Brasil é o sexto mais barato do mundo.
O ministro Humberto Costa disse ontem que vai tratar da questão com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e estudar se a medida tem amparo legal. ''Isso já existe em outros países. Queremos dificultar o acesso ao cigarro'', afirmou Costa, que participou de encontro que reuniu, no Rio, especialistas em tabagismo do Brasil e de nove países de língua portuguesa. No ranking dos cigarros mais baratos do mundo estão, na frente do Brasil, Taiwan, Indonésia, Rússia, Espanha e Argentina.
Segundo a diretora do Programa de Controle de Tabagismo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Vera Luiza da Costa e Silva, a experiência mundial mostra que o aumento no preço dos cigarros se reflete na imediata redução da quantidade de fumantes. No entanto, faz crescer o contrabando.
O ministro da Saúde lembrou os avanços na legislação antitabagista alcançados na gestão do ex-ministro José Serra como a restrição à propaganda de cigarros e a impressão de mensagens de alerta nos maços e disse que o atual governo irá além. ''Queremos discutir a questão da produção e da distribuição do tabaco no Brasil e debater sobre os custos das doenças decorrentes do fumo'', explicou.
Costa disse que já tomou medidas de combate ao fumo, como a obrigatoriedade da propraganda contra o cigarro na transmissão de eventos patrocinados pela indústria do tabaco, como as corridas de Fórmula 1, Fórmula Mundial e de motovelocidade o que teve início no Grande Prêmio do Brasil da Fórmula 1, no último domingo.


