Ministério da Saúde prorroga vacinação contra gripe
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quarta-feira, 13 de junho de 2018
Lígia Formenti<br>Agência Estado 

São Paulo - Diante das baixas coberturas, sobretudo entre gestantes e crianças com menos de cinco anos, o Ministério da Saúde prorrogou até o dia 22 de junho a Campanha de Vacinação contra Gripe. Desde o dia 23 de abril, quando a iniciativa teve início, foi imunizado o equivalente a 77,6% da população prioritária. A expectativa da pasta é que, com prorrogação, mais 11,8 milhões de pessoas sejam vacinadas.
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A meta do governo é atingir uma cobertura de, pelo menos, 90% de integrantes de grupos considerados de maior risco: gestantes, idosos a partir de 60 anos, crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores da rede pública e privada, povos indígenas, mulheres até 45 dias depois do parto e pessoas privadas de liberdade.
Terminado o prazo, a partir de 25 de julho, caso haja disponibilidade, a vacina poderá ser tomada por pessoas de 50 a 59 anos e crianças de cinco a nove anos. "Nossa maior preocupação é com a heterogeneidade. Há alguns grupos que já ultrapassaram a meta. Mas outros ainda estão suscetíveis, com indicadores bem abaixo do que seria considerado ideal", afirmou a coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
O governo tem pressa em reforçar as medidas de prevenção. Estatísticas já apontam um aumento do número de casos de gripe e de óbitos em decorrência das complicações da infecção. O País registrou até agora 446 mortes provocadas pela doença, mais do que o dobro registrado em 2017 (204 óbitos). A expansão também fica evidente no número de casos. Até agora são 2.715, bem mais do que o registrado no mesmo período do ano passado: 1.227.
A maior parte dos óbitos por complicação de gripe está associada ao tipo de vírus H1N1. Foram 284. Em seguida, vem o H3N2, subtipo de vírus que provocou um aumento importante de casos da doença no Hemisfério Norte no último inverno. Ao todo, foram 563 casos e 87 mortes.
A baixa adesão da vacinação de crianças é mais preocupante no Sudeste. Menos de 50% já foram imunizadas. "O ideal é que tenhamos 100% desse público-alvo. Trabalhamos para isso", disse Domingues. Em outras regiões, o desempenho também não é animador. No Norte, por exemplo, 61,62% dos menores de cinco anos já estão protegidos. No Sul, são 62,12% e no Nordeste, 72,12%. O maior índice está no Centro-Oeste, 76,29%.


